Toque de silêncio em Vila Rica, de Benito Barreto, será lançado dia 12/4
O escritor mineiro Benito Barreto participa, no dia 12 de abril, do projeto Bate papo com o autor, na Academia Mineira de Letras (rua da Bahia 1.466, Lourdes, Belo Horizonte/MG). O evento conta com uma palestra, às 19h30, seguida do lançamento do livro Toque de silêncio em Vila Rica. A entrada é franca e os primeiros 100 exemplares serão vendidos ao preço simbólico de R$5.
O livro é o terceiro volume da tetralogia Saga do Caminho Novo, em que Barreto recria, de maneira ficcional, a derrocada da Conjuração Mineira de 1789. Os dois primeiros episódios, Os idos de maio e Bardos e viúvas, mostram o momento crítico no qual se desfez a conspiração e o terror que se seguiu às delações e prisões.
Em Toque de silêncio em Vila Rica, esse terror imposto à Capitania pelo visconde de Barbacena se consolida, com maior controle sobre a população e novas prisões. Tiradentes encontra-se em uma masmorra na Ilha das Cobras, enquanto os demais líderes do movimento são presos, torturados, perseguidos ou executados. As hipóteses de resistência à repressão se desvanecem, inviabilizadas pelas dificuldades de comunicação entre os inconfidentes ainda livres e os grupos populares.
A Inconfidência ganha vida na reconstrução do autor, que cria sua versão dos acontecimentos históricos mostrando, inclusive, personagens secundários e menos conhecidos do grande público, em um panorama rico e complexo de Minas Gerais na época da Conjuração. A partir de extensa pesquisa histórica, Benito Barreto usa sua prosa em estilo único e inconfundível para mostrar os meandros da Inconfidência.
O autor
Benito Barreto nasceu em 17 de abril de 1929 na cidade de Dores de Guanhães, Nordeste de Minas. Além de escritor, é também jornalista e empresário.
Em sua obra literária, destaca-se a tetralogia Os Guaianãs, formada pelos livros Plataforma vazia (1962), Capela dos homens (1968), Mutirão para matar (1974) e Cafaia (1975). A tetralogia, já em sua 3ª edição, recebeu diversos prêmios e teve dois de seus volumes traduzidos para o russo e publicados na antiga União Soviética em 1980, com tiragem de 100 mil exemplares. A obra foi reeditada em dois tomos pela editora Mercado Aberto, de Porto Alegre, em 1986.
Os Guaianãs é uma referência importante da prosa regional brasileira e narra uma heróica história de resistência, tendo como tema principal uma guerrilha rural hipotética nos sertões baianos e mineiros durante as décadas de 1960 e 70. É uma saga moderna, de cunho essencialmente épico, que mostra a fertilidade imaginativa e o vigor estilístico do autor.
Barreto publicou ainda Vagagem (1978), que se apresenta como um livro de “viagens e memórias sem importância”; A última barricada (1993), romance em folhetins improvisados, que reúne colunas publicadas no jornal Estado de Minas e anotações inéditas, em que ainda ressoam temas e personagens de Os Guaianãs; e Um caso de fidelidade (2000), que reflete as incertezas do mundo globalizado e pós-ideológico que se sucede à derrocada do socialismo.
Em 2009 e 2010, publicou Os idos de maio e Bardos e viúvas, que fazem parte da Saga do Caminho Novo. A tetralogia recebeu o prêmio “João Felício dos Santos”, concedido pela União Brasileira de Escritores, seção Rio de Janeiro (UBE-RJ), como melhor romance histórico de 2010.
21/03/2011
Informações adicionais e agendamento de entrevistas:
Rachel Barreto (31) 8804-4105 / rachelbarreto@globo.com


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