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16
abr
09

Tradução para o russo

Os livros Capela dos Homens e Cafaia foram traduzidos para o russo em 1980.

Abaixo são trazidos alguns trechosescritos em russo e traduzidos para o inglês de discussões sobre os livros.

  • “In the novels of Benito Barreto “Capela dos homens” and “Cafaia” tells of how the “growing public outrage against the rich farmer claiming the role of sovereign masters of the province. The anger that is poured out into open rebellion, for suppression of arriving troops brutally base is with the peasants’ (302, p.5). According to the author’s preface, the most important thing in these novels — popular consciousness, the popular perception of reality. Therefore, familiarity These products will help the Soviet reader to imagine a better Brazilian attitude of our simple days, and the complex social processes occurring in this faraway country”. http://www.amadu.net.ru/lib/ar/author/228
  • “Thus, on the first page of the preface to the book Benito Barreto “Capela dos Homens. Cafaia reported that the novel “Capela dos Homens” by unanimous view of the jury, which includes J. Amado, was the National Award Valmap for 1967 (302, p.5). Further, in the preface states that peasant uprising in Brazil are often processed into a form of religious e resey, so there are many examples in the literature, in particular novel Amado Red shoots. “Now, they added Barreto novels” (ibid., P.8). In the end of the preface refers to the importance for the Brazilian national Literature northeastern novel, which involves the name of Jorge Amado. Although “Minas Gerais (where the effect dilogii) located at south-east, it borders on the north-eastern states … Therefore, there is much reason to include a cycle Benito Barreto to the north-east novel ” (ibid, P.14-15). Explicit stretch – in another way, this passage can not be named. The only reason for such a classification – the desire of publishers awaken interest in the unknown in our country and not having a bright author’s talent. http://www.amadu.net.ru/lib/ar/author/228
  • “Benito Barreto. Capela dos Homens. Cafaia: Novels. Пер.с Portugal. M. Progress 1980. 672 pp. Hardcover, the usual format. Price 500 EUR. (BS – Rubux) All copies of this book for sale Novels One of the most talented Brazilian writers devoted to the dramatic events in the south-east of the country on the eve of the April coup of 1964, has established a military-police dictatorship. Unarmed peasants small village Capel dos Omens resist local bogateyam and hired bandits, trying to win back from the landlord empty land. Heat control, reflected in these works, the true people put their novels Barreto one of the most significant works of modern literature.
    Cостояние: very good”. http://content.mail.ru/arch/14178/1430327.html
16
abr
09

Cafaia

Ano: 1975
Editora: Interlivros
Capa: Ziraldo
Ilustrações: Amilcar de Castro

Livro traduzido para o russo

Com este Cafaia Benito Barreto completa a saga dos seus Guaianãs, um povo de mineiros e nordestinos em cuja vida ressoa, no entanto, toda a problemática existencial do homem brasileiro e do homem de qualquer parte deste nosso conturbado fim de século. Um fim de século que é, também, o apagar das luzes do segundo milênio da civilização ocidental e, mais que isso, o momento crucial da guerra de todos os tempos entre o homem e o meio, entre o indivíduo e a massa e entre o ser e a máquina.

Se, como o admitem os céticos e os poetas do desespero, o próprio Criador já há muito tempo desistiu de afinar a orquestra caótica do mundo que concebeu, dá-nos isso uma pauta para projetarmos e medirmos a nossa perplexidade em face das engrenagens que, por nossa vez, criamos e nos impusemos.

Estão aí dois mil anos de civilização cristã e de pedagogia catequética, dois mil anos de cultura e de massificação, de acumulação de meios e de esforços tecnológicos, de.racionalizações, enfim, mas o homem, conquanto a afogar-se e a sangrar sob as armações metálicas do mundo, teima em sobreviver como indivíduo. Gera, ele próprio, os mecanismos da escravidão mas quer ser livre; edifica sistemas colossais e, contudo, se arrepia quando vê que o reduziram a uma ficha. Menos poderoso que os seus deuses, é, todavia, muito mais presunçoso e audaz que qualquer deles e, por isso, ei-lo que, como o feiticeiro da lenda ou o físico da bomba, desencadeou elementos e energias que já não sabe ou não pode controlar.

Não sabe ou não pode mas QUER. E teima. E luta E morre. E aí sua grandeza.

Neste Cafaia de Benito Barreto como, de resto, em toda a sua obra, o que sobretudo vê-se é a silhueta musculosa deste homem de, todos os tempos, encontradiço em qualquer lugar, que jamais se rende e que de vez em quando emerge na sua nudez primitiva como para apenas reafirmar que não morreu. E mais para dizer-nos, ou relembrar-nos, de que mesmo quando não possa ganhar contra a guerra contra o sistema, deve o homem aceitar, ainda assim, o desafio das batalhas, o que vem a ser uma versão atualizada da velha canção de amigo do rei trovador: navegar é preciso, viver não é preciso…

Laura Barreto, estudante




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